Eu estava aqui pensando no quanto tenho uma alma velha. Não sei se é bem “alma velha”. Talvez eu tenha nascido na década, no século errado. Não sei. Não sou adepta dessa tecnologia toda, desses amores promíscuos, dessa falta de compostura, dessa loucura que é o século XXI. O que é isso? Às vezes me sinto um peixinho fora d’água. Gosto de Beatles, gosto do frio, gosto dos amores platônicos, gosto de seguir meus princípios, queria morar no Château de Versailles e participar dos grandes bailes de gala, ou como diria um grande amigo: “Ter nascido índio”. Mas é bom frisar: índio aqui no Brasil, antes do descobrimento. Dá pra imaginar o quanto era gostosa essa liberdade perigosa? Sem trânsito, sem um mal-educado te xingando no carro ao lado, porque você é cautelosa. Sem tanta desigualdade. É claro que sei que os tempos eram outros, que havia outros tipos de problema. Mas eu queria só um pouquinho disso: liberdade.
Eu sou antagônica. Queria ser índia queria morar no Château de Versailles…na verdade, só acho que estou no tempo errado. Não posso escutar “I Want To Hold Your Hand” (Beatles). Parece que entro em um estado metafísico. É uma sensação gostosa, boa, feliz. Como se eu estivesse recordando os velhos tempos, tempos que não vivi. Que loucura! É algo inexplicável. Quem sabe um dia alguém me explique? Será que o sabidão Freud me explica?
Sinceramente, espero que eu mesma me ache nesse lago de confusões que eu mesma faço. Afinal, vocês já pararam pra pensar que nós mesmos fazemos nossas confusões, que nós somos os Zé’s, que nós, com a loucura dos outros também, construímos nossas próprias loucuras? Pois bem, somos os responsáveis por essas confusões todas.
Me perdi. Porque, eu, realmente, achava que era o “ser estranho” perdido nessa imensidão de mundo. Mas não. Eu só não sou igual aos outros. Não saí do mesmo molde. Gosto de coisas que nem todo jovem gosta, mas também tenho meu lado jovial. Afinal, o motor 2.0 está aqui pra ser ligado e usado.
Vamos passear pela vida!
Amiga.. você tá me surpreendendo cada vez mais!
Adorei a temática do texto, vc sabe que eu sou tão velha quanto você…
Mas, vamos ligando o motor e vivendo! O que não tem remédio, remediado está!
Vamos passear pela vida!
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Adorei o texto,Lah!;)
beeeijo!
ave maria gente!
vcs nao sao uma ilha isolada de td num mundo totalmente diferente de vcs nao.
existem mais pessoas como vcs do q vcs imaginam.
com certeza as coisas estao um pouquinho(ou muito) desvirtuadas, mas nao é só assim que se vê o mundo, sejam um pouquinho mais otimistas, tentem ver o outro lado das coisas.
Muito Bom!
Parabens ;D Bjao