Eu estava numa floresta bem verde, e haviam muitos caminhos. Eu sabia que eu queria ir para algum lugar específico, mas não sabia exatamente qual e nem que caminho tomar. Uma névoa branca me encobriu devagarinho e eu senti tudo se acalmar. Quando dei por mim, eu estava dividida em quatro, com estilos muito diferentes e cada uma ia tomando o seu caminho. Eu, a ‘verdadeira’ eu, ficava parada no mesmo lugar, envolta e gelada, esperando que alguma de mim encontrasse o tal caminho certo. Uma Juliana de vestido hippie saiu cantarolado uma música por um caminho que levava até um rio agitado e viu um menino sentado numa pedra, de violão na mão. Ele fazia rimas e colocava notas no violão – estendeu a mão para mim e quando a toquei pude ver além: nós dois deitados no capô do carro olhando as estrelas, ele cantando e me olhando fundo nos olhos, os poemas que ele me mandaria por e-mail. Quando as mãos se desencostaram, o rio já não era rio, porque tudo era cinza e eu via os copos de whisky dele quebrados pelo chão, os maços de cigarro entulhados no sofá e todas as incertezas que eu tinha sobre a fidelidade dele. Aquele não era o caminho certo. Uma outra Juliana, de calça jeans e camiseta, seguia prática por uma trilha acima da montanha -até deparar-se com um menino de óculos estudando algumas pedras. Era uma possibilidade séria, linear e calma – um relacionamento garantido e razoável, eram beijos amenos e telefonemas escassos. Era cinema dia de domingo. Ela tremeu com o frio da saudade da emoção. E com os sentimentos, o que faria? Ela não sabia ser rasa, nem pedra. Não era aquele caminho também. Uma Juliana de pijama comprido, andava sonâmbula no meio das flores, encontrou um grande e querido amigo, que quando a abraçou, fez-a se sentir bastante amada, protegida e desejada sendo exatamente o que ela era. Um abraço firme e gostoso, um sorriso generoso, uma mão carinhosa e a tranquilidade do que já é velho e conhecido. Eles dançariam na boate indie, veriam os filmes cults nas salas de arte e sairiam para comer tendo suas intermináveis conversas. O problema é que ela sabia não poder corresponder a beleza daquele sentimento dele. Melhor procurar outro caminho. Por fim, uma Juliana com trajes de mulher responsável, saia lápis e terninho, entrava numa caverna e se deparava com aquele caso-que-nunca-acaba-ou-se-resolve. Um bate-papo certeiro, a certeza de alguém que sempre a espera e sempre sabe o que dizer, o vazio de não sentir nada e só curtir os beijinhos e olhar naqueles olhos e não se afogar e sentir aquele toque e não estremecer nadinha. Eram as festas dançantes e as dirigidas em dia de sol. Todas as Julianas tinham feito caminhos errados. Todas evaporaram e a névoa se esvaiu. Eu sentei na terra, senti o cheiro da grama e chorei. Eu senti bem dentro de mim que todos aqueles caminhos eram parte da minha história. Eu podia estar acompanhada, mas não estava. Eu não sabia escolher porque eu não sabia lidar e viver com a humanidade daquelas pessoas – o cara que me fazia chorar de emoção no portão também era um galinha que olhava para outras ; o cara que sabia dançar comigo como ninguém também era ainda moleque e muitas vezes me magoava com seu egoísmo, o menino sério e inteligente era também muito impessoal e frio e até mesmo o menino que me compreendia como ninguém, acabava por beber demais ou brigar por excesso de ciúmes. O que eu podia fazer? Como escolher? Não existe homem certo. Nem caminho certo. Me dou conta disso e paro de chorar. Me dou conta disso e paro de sonhar. Abro os olhos e acordo sozinha outra vez. Vida real, ai vou eu. Homem real, ai vou eu.
12
Fev
09
Você já sabe das coisas que mais gostei nesse sonho né?
1. De brincar tentando descobrir cada homem em seu caminho
2. De tentar decifrar cada código do seu sonho
Minha Juju, nenhuma “Juliana” fez o caminho errado. Todas se permitiram viver!
E é isso que vale a pena, mesmo havendo tantos tropeços.
Realmente, constatamos (depois de tropeçar, tropeçar, tropeçar…) que não existe homem certo. Talvez exista o momento certo.
Vamos morar no Caribe, porque o nosso Pólo Norte tá muito geladinho! (piada interna) haha
Sou sua fããã, amorzão!
beijos
Veeeeeeeeey!
Você BROCA DEMAIS!
Eu me DIVERTI aqui tentando decifrar as coisas!
Você me surpreende a cada dia,minha linda!
Um beijo ENORME!
eu amo você!
resolvi vim aqui só pra dizer que, qualquer que seja a Juliana que você escolha ser, eu vou ter sempre grande carinho e admiração por ela ! =*