<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Contos de M &#187; Juliana Correia</title>
	<atom:link href="http://contosdem.wordpress.com/author/contosdem/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://contosdem.wordpress.com</link>
	<description>Desastres, delicias, desencontros e doideras</description>
	<lastBuildDate>Thu, 12 Feb 2009 23:56:25 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<cloud domain='contosdem.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/d97462307dfe59e126280b2874b58ae7?s=96&#038;d=http://s.wordpress.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Contos de M &#187; Juliana Correia</title>
		<link>http://contosdem.wordpress.com</link>
	</image>
			<item>
		<title>Sonho.</title>
		<link>http://contosdem.wordpress.com/2009/02/12/sonho/</link>
		<comments>http://contosdem.wordpress.com/2009/02/12/sonho/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 23:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Correia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Novela da vida real]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://contosdem.wordpress.com/?p=63</guid>
		<description><![CDATA[Eu estava numa floresta bem verde, e haviam muitos caminhos. Eu sabia que eu queria ir para algum lugar específico, mas não sabia exatamente qual e nem que caminho tomar. Uma névoa branca me encobriu devagarinho e eu senti tudo se acalmar. Quando dei por mim, eu estava dividida em quatro, com estilos muito diferentes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=63&subd=contosdem&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu estava numa floresta bem verde, e haviam muitos caminhos. Eu sabia que eu queria ir para algum lugar específico, mas não sabia exatamente qual e nem que caminho tomar. Uma névoa branca me encobriu devagarinho e eu senti tudo se acalmar. Quando dei por mim, eu estava dividida em quatro, com estilos muito diferentes e cada uma ia tomando o seu caminho. Eu, a &#8216;verdadeira&#8217; eu, ficava parada no mesmo lugar, envolta e gelada, esperando que alguma de mim encontrasse o tal caminho certo. Uma Juliana de vestido hippie saiu cantarolado uma música por um caminho que levava até um rio agitado e viu um menino sentado numa pedra, de violão na mão. Ele fazia rimas e colocava notas no violão &#8211; estendeu a mão para mim e quando a toquei pude ver além: nós dois deitados no capô do carro olhando as estrelas, ele cantando e me olhando fundo nos olhos, os poemas que ele me mandaria por e-mail. Quando as mãos se desencostaram, o rio já não era rio, porque tudo era cinza e eu via os copos de whisky dele quebrados pelo chão, os maços de cigarro entulhados no sofá e todas as incertezas que eu tinha sobre a fidelidade dele. Aquele não era o caminho certo. Uma outra Juliana, de calça jeans e camiseta, seguia prática por uma trilha acima da montanha -até deparar-se com um menino de óculos estudando algumas pedras. Era uma possibilidade séria, linear e calma &#8211; um relacionamento garantido e razoável, eram beijos amenos e telefonemas escassos. Era cinema dia de domingo. Ela tremeu com o frio da saudade da emoção. E com os sentimentos, o que faria? Ela não sabia ser rasa, nem pedra. Não era aquele caminho também. Uma Juliana de pijama comprido, andava sonâmbula no meio das flores, encontrou um grande e querido amigo, que quando a abraçou, fez-a se sentir bastante amada, protegida e desejada sendo exatamente o que ela era. Um abraço firme e gostoso, um sorriso generoso, uma mão carinhosa e a tranquilidade do que já é velho e conhecido. Eles dançariam na boate indie, veriam os filmes cults nas salas de arte e sairiam para comer tendo suas intermináveis conversas. O problema é que ela sabia não poder corresponder a beleza daquele sentimento dele. Melhor procurar outro caminho. Por fim, uma Juliana com trajes de mulher responsável, saia lápis e terninho, entrava numa caverna e se deparava com aquele caso-que-nunca-acaba-ou-se-resolve. Um bate-papo certeiro, a certeza de alguém que sempre a espera e sempre sabe o que dizer, o vazio de não sentir nada e só curtir os beijinhos e olhar naqueles olhos e não se afogar e sentir aquele toque e não estremecer nadinha. Eram as festas dançantes e as dirigidas em dia de sol. Todas as Julianas tinham feito caminhos errados. Todas evaporaram e a névoa se esvaiu. Eu sentei na terra, senti o cheiro da grama e chorei. Eu senti bem dentro de mim que todos aqueles caminhos eram parte da minha história. Eu podia estar acompanhada, mas não estava. Eu não sabia escolher porque eu não sabia lidar e viver com a humanidade daquelas pessoas &#8211; o cara que me fazia chorar de emoção no portão também era um galinha que olhava para outras ; o cara que sabia dançar comigo como ninguém também era ainda moleque e muitas vezes me magoava com seu egoísmo, o menino sério e inteligente era também muito impessoal e frio e até mesmo o menino que me compreendia como ninguém, acabava por beber demais ou brigar por excesso de ciúmes. O que eu podia fazer? Como escolher? Não existe homem certo. Nem caminho certo. Me dou conta disso e paro de chorar. Me dou conta disso e paro de sonhar. Abro os olhos e acordo sozinha outra vez. Vida real, ai vou eu.  Homem real, ai vou eu.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdem.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdem.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdem.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdem.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdem.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdem.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdem.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdem.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdem.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdem.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=63&subd=contosdem&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://contosdem.wordpress.com/2009/02/12/sonho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Ju</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Solidão no meu dicionário.</title>
		<link>http://contosdem.wordpress.com/2009/01/22/solidao-no-dicionario/</link>
		<comments>http://contosdem.wordpress.com/2009/01/22/solidao-no-dicionario/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 00:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Correia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[O que não tem remédio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://contosdem.wordpress.com/?p=53</guid>
		<description><![CDATA[Na minha vida, solidão significa que quando meus amigos me ligam e me chamam pra ir pra o teatro na vitória-depois o cinema no iguatemi- depois comer na pituba - depois dançar no rio vermelho - depois jogar master na barra - depois ver o sol nascer na praia da contorno eu vou sem precisar consultar/avisar a alguém [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=53&subd=contosdem&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Na minha vida, solidão significa que quando meus amigos me ligam e me chamam pra ir pra o teatro na vitória-depois o cinema no iguatemi- depois comer na pituba - depois dançar no rio vermelho - depois jogar master na barra - depois ver o sol nascer na praia da contorno eu vou sem precisar consultar/avisar a alguém sobre a minha programação, os meus horários, as minhas pongações e quem vai estar comigo. Mas solidão também significa que quando eu tô com insônia não tem ninguém pra esfregar a meia no meu pé, me beijar a testa e dizer que vai ficar tudo bem. Solidão também é, ainda, não ter que negociar o tempo todo : eu quero macarrão e você carne &#8211; vamos comer sushi ; eu quero praia e você montanha e acabamos indo ao sítio ; eu quero assistir uma comédia, você um filme de ação e acabamos saindo pra dançar e exemplos eternos. Solidão também é não ter com quem compartilhar um sonho (confesso, 80% dos meus sonhos românticos são puro besteirol ou estão ligados a combinação de camisas bobas, mas e daí? todo mundo tem direito de sonhar!). Solidão é não ter pra quem ligar pra falar sobre o dia, sobre os planos, sobre o desenvolver das coisas ou  sobre nada. Por outro lado, solidão é estar tanto com você mesmo que acaba-se descobrindo melhor quem somos nós, o que queremos da vida ou com o que conseguimos lidar. Solidão é não ter pra quem levar café na cama, fazer surpresa ou escolher presente fora de hora. Solidão são as danças que não se dançam em par ou o vinho não dividido. Solidão é excesso de si mesmo na mesma medida que é falta de outrém. Solidão é independência e carência, simultaneamente. Solidão é chegar num lugar maravilhoso e pensar: &#8220;caramba, como eu queria ter alguém especial com quem eu quisesse dividir isso.&#8221; Solidão é entender que  de tudo que eu escrevo aqui, muita gente só entende aos pedaços e acha coisas que não tem nada a ver, e eu me sinto tão incompreendidamente sozinha que só posso ansiar por alguém que simplesmente me acolha e me entenda &#8211; entenda inclusive, que eu não sou nem só  triste nem só feliz,mas sei ser a que chora no filme de amor e que dança michael jackson no meio do povo e nem liga. Solidão é não ter pra quem mandar e-mail com letra de música ou poesia que emociona. Solidão é poder ser eu mesma sem me preocupar se algo que eu faço pode vir a machucar alguém. Solidão é naquela hora triste, que dá vontade de desistir de tudo, não ter em quem pensar para achar que a vida vale a pena por algum motivo. Solidão é não ter minhas roupas, meu vocabulário ou meus amigos &#8220;regulados&#8221; por alguém. Solidão é triste, feliz, engraçado, surpreendente, faz parte, as vezes dou graças a Deus, em outras quero chorar, as vezes é eminência e em outras é escolha. Ou seja? Solidão é como tudo na vida &#8211; pode ser vista de muitos jeitos e de muitas cores, mas sempre depende de como nossos olhos escolhem (ou conseguem) enxergar.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>[Para ler escutando "Só", de Tom Zé]</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdem.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdem.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdem.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdem.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdem.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdem.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdem.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdem.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdem.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdem.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=53&subd=contosdem&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://contosdem.wordpress.com/2009/01/22/solidao-no-dicionario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Ju</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O que eu também não entendo&#8230;</title>
		<link>http://contosdem.wordpress.com/2009/01/02/o-que-eu-tambem-nao-entendo/</link>
		<comments>http://contosdem.wordpress.com/2009/01/02/o-que-eu-tambem-nao-entendo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 20:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Correia</dc:creator>
				<category><![CDATA[O que não tem remédio]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[me against the music!]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://contosdem.wordpress.com/?p=49</guid>
		<description><![CDATA[ 
Agonia dessa minha absoluta falta de resolução, dessa mesma medida utilizada para mesurar a vontade de ter certeza e o pavor que eu tenho de ter certezas e me sentir imobilizada por elas. Não aceitação dessa vida com tanta falta de vida, tanta covardia perante as coisas, tanto desencontro com essa vontade de amor aventureiro. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=49&subd=contosdem&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Agonia dessa minha absoluta falta de resolução, dessa mesma medida utilizada para mesurar a vontade de ter certeza e o pavor que eu tenho de ter certezas e me sentir imobilizada por elas. Não aceitação dessa vida com tanta falta de vida, tanta covardia perante as coisas, tanto desencontro com essa vontade de amor aventureiro. Bode desses caras que acham a gente “demais”; “o máximo”; “totalmente pra casar”; “maravilhosa” e se cagam de medo – porque se ficarem com a gente agora, é como se casassem agora, e aí nenhum fica mas todos prometem voltar, mas ainda falta muito tempo até eu começar a me considerar com idade pra casar. Sou um bom partido de coração partido? Eu sei o quanto dói isso. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Raiva de tanta cantada de homem comprometido. Nojo de tanta mulher achando que é o sonho consumível rebolando na direção correta, sem perceber que não passa de carne pendurada em cabide de açougue. Tenho raiva de quem pede só picanha, só alcatra, só maminha. Mas tenho ainda mais raiva de quem se submete a ser só esses pedaços. Ojeriza da transformação de “relação” para “negociação”. Raiva de encontrar exs e fazer cara de samambaia como se todos os nossos diálogos anteriores tivessem sido “oi, passa o Nescau?” ou “pois é, você viu que jogão o do palmeiras?” e não “te amo demais” ou “vai amor, mais forte, tá gostoso” ou como se todos os momentos tivessem sido apenas uma descidinha desconfortável pelo elevador ou uma colisão desastrada numa avenida – não foram, sabe? Se bem me lembro, acho que havia aquela conversa clichê de cumplicidade-cafuné no sofá-troca de segredos – intimidade&#8230; Raiva do que fizemos com isto depois que isto não é mais isto (ou angústia pelo que não soubemos fazer?). Vontade de vomitar de pavor e impaciência total pra esses meninos bombados e descamisados andando em bandos na micareta – queridos, vão para a biblioteca malhar a massa encefálica. Mais impaciência ainda de quem se acha a azeitoninha da empada porque tá “pegando” algum desses brutamontes neandertais. Raiva de quem “pega” alguém. Incompreensão absoluta dessa minha insistência de errar nas mesmas coisas sempre, de amar tanto algumas pessoas que nem ligam pra mim, nem sabem mais que dia é o meu aniversário, de não conseguir dar chances a quem pede chances. Incompreensão de mim mesma, vontade de me beliscar por me sentir inferior quando eu deveria me sentir confiante e de me sentir prepotente quando eu deveria ser simpática. Incompreensão de achar que todo esse lance de relacionamento e romantismos seja tão complexo e mirabolante e ver tanta gente fazendo soar (e acontecer) de forma tão simples&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=kPu200ogx40]"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://contosdem.wordpress.com/2009/01/02/o-que-eu-tambem-nao-entendo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/kPu200ogx40/2.jpg" alt="" /></a></span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">O que desejo em 2009 é que, como dizem o Chico e a Gal nessa coisa linda que é samba do grande amor, a gente não mude de calçada quando apareça uma flor e nem dê risada do grande amor.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=49&subd=contosdem&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://contosdem.wordpress.com/2009/01/02/o-que-eu-tambem-nao-entendo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Ju</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://img.youtube.com/vi/kPu200ogx40/2.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Só mais um pouquinho de Beatles&#8230;?</title>
		<link>http://contosdem.wordpress.com/2008/12/23/so-mais-um-pouquinho-de-beatles/</link>
		<comments>http://contosdem.wordpress.com/2008/12/23/so-mais-um-pouquinho-de-beatles/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 19:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Correia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aconteceu comigo!]]></category>
		<category><![CDATA[Novela da vida real]]></category>
		<category><![CDATA[me against the music!]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://contosdem.wordpress.com/?p=34</guid>
		<description><![CDATA[Porque eu era uma menina e porque eu era uma idiota. Era só por isso que eu achava que você precisava usar um anel de compromisso. Era só por isso que eu achava que os sentimentos das pessoas cabiam em artefatos/objetos e só por isso que eu achava que pra eu me saber amada, todo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=34&subd=contosdem&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Porque eu era uma menina e porque eu era uma idiota. Era só por isso que eu achava que você precisava usar um anel de compromisso. Era só por isso que eu achava que os sentimentos das pessoas cabiam em artefatos/objetos e só por isso que eu achava que pra eu me saber amada, todo mundo tinha que poder saber e validar que eu era mesmo amada através da leitura desses signos que a novela das oito coloca na nossa cabeça que são a representação, a estandartização, do amor. <span style="text-decoration:line-through;">(leia-se: flores, chocolates, declarações no asfalto, &#8216;desligavocêprimeiro-ah, não, desliga você..!)</span> Porque eu era uma idiota é que eu terminava tanto com você, transformando um relacionamento num jogo vicioso pra ver quem ama mais, quem sofre mais, quem dá mais – eu achava que o amor era uma coisa verificável, testável empiricamente, do tipo “opa, ele não foi embora, tá ali amuado, chorando, pediu pra voltar.. me ama” (eu sei também que a minha insegurança fazia com que isto acontecesse mais vezes do que o razoável ; se é que existe razoável para uma coisa dessas&#8230;). Hoje eu já sei que eu não gosto de leilão – eu sempre perco. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E só porque eu não sabia é que eu fui tão má companheira. Eu era uma idiota, num pensamento mediano, numa classe mediana, sendo uma pessoa mediana, porque eu era uma menina ainda, que não sabia nada da vida e por isso eu não podia estender a mão e entender como era difícil tirar a carteira de motorista, como era trabalhoso ter algumas responsabilidades, como era exaustivo dirigir de noite sozinho ou como era amalucador encarar um fim de semestre na faculdade. (E quando eu era essa mediana, tão mediana, você me amava tanto e muito&#8230; e hoje ,alguns livros do Saramago; outros do Gabriel Garcia Marquez; muitos livros de poesia de Vinicius, Drummond, Neruda, Bandeira, Leminski, Adélia Prado, Alice Ruiz ; muitos encontros com a sociologia, a antropologia, a psicanálise e a filosofia; seis filmes de Woody Allen; mais uns quatro do Tim Burton; muitos cds do Chico Buarque, mais uns outros tantos do Caetano, dos Novos Baianos, Lenine, Zeca Baleiro, Los Hermanos, Cazuza; carteira de motorista; carro na garagem; coragem de ter largado uma faculdade; studante de psicologia; assídua de trabalhos voluntários; com autonomia pra viajar com as amigas; sem horário de chegar em casa; dois anos de terapia depois; ninguém me ama. Você não me ama.Vai dizer que o mundo é lógico&#8230;? <span style="text-decoration:line-through;">que merda</span> <span style="text-decoration:line-through;">que engraçado</span> a vida é assim mesmo né&#8230; )</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Porque eu era desse jeito é que eu não entendia como aquela música de Beatles no som do carro naquela viagem ou como aquela música de Beatles transcrita num depoimento no meu Orkut podia ser uma declaração de amor. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Hoje eu já não sou a mesma. Já fiz a prova do DETRAN. Já encarei quatro finais de semestre. Já dirigi em todos os horários possíveis pela madrugada. Já trabalhei. Já senti que alguém me fez tanto crer que eu tinha obrigação que eu tive de não ter mais amor. Já deixei alguém. Adoro ouvir Beatles enquanto dirijo pela estrada em dias ensolarados. Fiz isso hoje. E quando chegou na faixa oito, quando “Eight days a week” começou a tocar&#8230; Eu sorri feliz, achando a letra digna de um amor foda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu queria que tivesse dado tempo de te pedir mais um pouquinho de Beatles&#8230; Mas se você não tivesse ido embora, talvez eu não tivesse descoberto nenhuma dessas coisas. Talvez eu não tivesse lido Bauman porque preferisse ficar no seu abraço. Talvez eu não tivesse ido tomar uma cerveja com gente que pensava tudo diferente de mim porque preferisse ficar no seu colo. Talvez eu não tivesse freqüentado tantos lugares antagônicos com tantas pessoas distintas, nem tivesse a oportunidade de conhecer diversos amores e diversas possibilidades de amar diferentes daquela forma que hoje faz eu me sentir tão idiota ao relembrar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Eu queria não sentir tanta culpa pelo que eu era.. afinal, era o que eu podia ser! Eu queria não ter perdido os olhos doces e inocentes que gostavam de se interessar pelas coisas e pelas pessoas. Eu queria te dizer poucas e boas sobre o que é ser homem e sobre como um homem de verdade vai embora com dignidade, e mais ainda, com verdade. Acho que, durante muito tempo, eu quis dizer estas coisas. Tentar te responder uma certa carta. Mas só hoje, que não vale nada, que ela já vai amarelada na gaveta, que eu não tenho intenção nenhuma, que meu coração não dói mais – nem com as lembranças, nem quando a gente finge que não se conhece depois de tudo que já se viveu – é que essas palavras caem no papel, é que eu posso ser eu mesma, é que eu posso não dar a mínima a repercussão destas letrinhas. Ainda bem. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Que bom. Porque eu já estou mais do que atrasada para re-escrever outras histórias, com outros personagens e também para contar uns outros contos que também valeram a pena&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://contosdem.wordpress.com/2008/12/23/so-mais-um-pouquinho-de-beatles/"><img src="http://img.youtube.com/vi/QP__wU_oxAs/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdem.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdem.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdem.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdem.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdem.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdem.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdem.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdem.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdem.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdem.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=34&subd=contosdem&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://contosdem.wordpress.com/2008/12/23/so-mais-um-pouquinho-de-beatles/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Ju</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://img.youtube.com/vi/QP__wU_oxAs/2.jpg" medium="image" />
	</item>
	</channel>
</rss>