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	<title>Contos de M &#187; O que não tem remédio</title>
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	<description>Desastres, delicias, desencontros e doideras</description>
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		<title>Contos de M &#187; O que não tem remédio</title>
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		<title>Todo o sentimento&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 20:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Larissa Dantas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O que não tem remédio]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[As pessoas são como um presente. Elas sempre vêm em diversos tipos de embrulhos: bonitos, coloridos, simples, machucados&#8230;até sem embrulhos. Os bem bonitos chegam como os presentes de natal ou de aniversário. Alguns desses presentes que nos chegam são fáceis de serem abertos, já outros têm o embrulho tão forte que temos que rasgar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=60&subd=contosdem&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em><strong>As pessoas são como um presente.</strong></em> Elas sempre vêm em diversos tipos de embrulhos: bonitos, coloridos, simples, machucados&#8230;até sem embrulhos. Os bem bonitos chegam como os presentes de natal ou de aniversário. Alguns desses presentes que nos chegam são fáceis de serem abertos, já outros têm o embrulho tão forte que temos que rasgar o papel até descobrir o que é o presente. A verdade é que já fui iludida com embrulhos bem bonitos, e me surpreendi bastante ao ver que o presente não era tão valioso como eu pensava ser. Por isso, percebi que por mais caprichoso que seja o embrulho, o valor real está no presente. É bom quando há a troca de presentes. Como é bonito compartilhar as surpresas que existem dentro dos embrulhos. Claro que os bons presentes também vêm recheados de dificuldades, obstáculos e incertezas, já que os encontros sempre nos causam dúvidas. Mas vamos lá. Vamos trocar os presentes. Vamos desembrulhar os presentes bons que existem na vida. Vamos abri-los para descobrir um amigo, um amor&#8230;na maioria dos presentes sempre existe um vale-surpresa que vale a pena ser usado.</p>
<p>Há os presentes que talvez nunca sejam abertos. Por isso, já me questionei a razão de alguns presentes ficarem tanto tempo embrulhados. Eu, por exemplo, sou um desses presentes. Não que exista o medo de rasgar o embrulho. Mas sempre há o receio de que o presente encontrado não supere a expectativa de quem o abriu.</p>
<p><em><strong>A beleza real está no encontro</strong></em>: de quem abre o presente e se identifica com ele. Seria sempre bom se nos encantássemos pelo embrulho e nos apaixonássemos pelo presente. Porém, isso nem sempre é possível. Por isso, nós passamos a tentar abrir todos os embrulhos que encontramos pela vida a fora. Nos encantamos e desencantamos, até encontrar os verdadeiros presentes.</p>
<p>Ainda há tempo para mudar o que existe dentro do presente. Clarice Lispector já dizia que o <em>“mude”</em> deve acontecer, devagar&#8230;sem pressa. Para que possamos sentir cada mudança. Cada momento. Cada sensação. <strong>E cada maneira de ser nós mesmos. Por isso, a gente sempre se encontra pela vida.</strong></p>
<p><em>“[...] Te encontro, com certeza</em><em> </em></p>
<p><em>Talvez num tempo da delicadeza </em></p>
<p><em>Onde não diremos nada</em></p>
<p><em> Nada aconteceu </em></p>
<p><em>Apenas seguirei, como encantado </em></p>
<p><em>Ao lado teu”</em></p>
<p><em> </em><em>(Todo o sentimento &#8211; Chico Buarque e Cristóvão</em> Bastos)</p>
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		<title>Solidão no meu dicionário.</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 00:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Correia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O que não tem remédio]]></category>

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		<description><![CDATA[Na minha vida, solidão significa que quando meus amigos me ligam e me chamam pra ir pra o teatro na vitória-depois o cinema no iguatemi- depois comer na pituba - depois dançar no rio vermelho - depois jogar master na barra - depois ver o sol nascer na praia da contorno eu vou sem precisar consultar/avisar a alguém [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=53&subd=contosdem&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Na minha vida, solidão significa que quando meus amigos me ligam e me chamam pra ir pra o teatro na vitória-depois o cinema no iguatemi- depois comer na pituba - depois dançar no rio vermelho - depois jogar master na barra - depois ver o sol nascer na praia da contorno eu vou sem precisar consultar/avisar a alguém sobre a minha programação, os meus horários, as minhas pongações e quem vai estar comigo. Mas solidão também significa que quando eu tô com insônia não tem ninguém pra esfregar a meia no meu pé, me beijar a testa e dizer que vai ficar tudo bem. Solidão também é, ainda, não ter que negociar o tempo todo : eu quero macarrão e você carne &#8211; vamos comer sushi ; eu quero praia e você montanha e acabamos indo ao sítio ; eu quero assistir uma comédia, você um filme de ação e acabamos saindo pra dançar e exemplos eternos. Solidão também é não ter com quem compartilhar um sonho (confesso, 80% dos meus sonhos românticos são puro besteirol ou estão ligados a combinação de camisas bobas, mas e daí? todo mundo tem direito de sonhar!). Solidão é não ter pra quem ligar pra falar sobre o dia, sobre os planos, sobre o desenvolver das coisas ou  sobre nada. Por outro lado, solidão é estar tanto com você mesmo que acaba-se descobrindo melhor quem somos nós, o que queremos da vida ou com o que conseguimos lidar. Solidão é não ter pra quem levar café na cama, fazer surpresa ou escolher presente fora de hora. Solidão são as danças que não se dançam em par ou o vinho não dividido. Solidão é excesso de si mesmo na mesma medida que é falta de outrém. Solidão é independência e carência, simultaneamente. Solidão é chegar num lugar maravilhoso e pensar: &#8220;caramba, como eu queria ter alguém especial com quem eu quisesse dividir isso.&#8221; Solidão é entender que  de tudo que eu escrevo aqui, muita gente só entende aos pedaços e acha coisas que não tem nada a ver, e eu me sinto tão incompreendidamente sozinha que só posso ansiar por alguém que simplesmente me acolha e me entenda &#8211; entenda inclusive, que eu não sou nem só  triste nem só feliz,mas sei ser a que chora no filme de amor e que dança michael jackson no meio do povo e nem liga. Solidão é não ter pra quem mandar e-mail com letra de música ou poesia que emociona. Solidão é poder ser eu mesma sem me preocupar se algo que eu faço pode vir a machucar alguém. Solidão é naquela hora triste, que dá vontade de desistir de tudo, não ter em quem pensar para achar que a vida vale a pena por algum motivo. Solidão é não ter minhas roupas, meu vocabulário ou meus amigos &#8220;regulados&#8221; por alguém. Solidão é triste, feliz, engraçado, surpreendente, faz parte, as vezes dou graças a Deus, em outras quero chorar, as vezes é eminência e em outras é escolha. Ou seja? Solidão é como tudo na vida &#8211; pode ser vista de muitos jeitos e de muitas cores, mas sempre depende de como nossos olhos escolhem (ou conseguem) enxergar.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>[Para ler escutando "Só", de Tom Zé]</p>
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		<title>O que eu também não entendo&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 20:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliana Correia</dc:creator>
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Agonia dessa minha absoluta falta de resolução, dessa mesma medida utilizada para mesurar a vontade de ter certeza e o pavor que eu tenho de ter certezas e me sentir imobilizada por elas. Não aceitação dessa vida com tanta falta de vida, tanta covardia perante as coisas, tanto desencontro com essa vontade de amor aventureiro. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=49&subd=contosdem&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Agonia dessa minha absoluta falta de resolução, dessa mesma medida utilizada para mesurar a vontade de ter certeza e o pavor que eu tenho de ter certezas e me sentir imobilizada por elas. Não aceitação dessa vida com tanta falta de vida, tanta covardia perante as coisas, tanto desencontro com essa vontade de amor aventureiro. Bode desses caras que acham a gente “demais”; “o máximo”; “totalmente pra casar”; “maravilhosa” e se cagam de medo – porque se ficarem com a gente agora, é como se casassem agora, e aí nenhum fica mas todos prometem voltar, mas ainda falta muito tempo até eu começar a me considerar com idade pra casar. Sou um bom partido de coração partido? Eu sei o quanto dói isso. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Raiva de tanta cantada de homem comprometido. Nojo de tanta mulher achando que é o sonho consumível rebolando na direção correta, sem perceber que não passa de carne pendurada em cabide de açougue. Tenho raiva de quem pede só picanha, só alcatra, só maminha. Mas tenho ainda mais raiva de quem se submete a ser só esses pedaços. Ojeriza da transformação de “relação” para “negociação”. Raiva de encontrar exs e fazer cara de samambaia como se todos os nossos diálogos anteriores tivessem sido “oi, passa o Nescau?” ou “pois é, você viu que jogão o do palmeiras?” e não “te amo demais” ou “vai amor, mais forte, tá gostoso” ou como se todos os momentos tivessem sido apenas uma descidinha desconfortável pelo elevador ou uma colisão desastrada numa avenida – não foram, sabe? Se bem me lembro, acho que havia aquela conversa clichê de cumplicidade-cafuné no sofá-troca de segredos – intimidade&#8230; Raiva do que fizemos com isto depois que isto não é mais isto (ou angústia pelo que não soubemos fazer?). Vontade de vomitar de pavor e impaciência total pra esses meninos bombados e descamisados andando em bandos na micareta – queridos, vão para a biblioteca malhar a massa encefálica. Mais impaciência ainda de quem se acha a azeitoninha da empada porque tá “pegando” algum desses brutamontes neandertais. Raiva de quem “pega” alguém. Incompreensão absoluta dessa minha insistência de errar nas mesmas coisas sempre, de amar tanto algumas pessoas que nem ligam pra mim, nem sabem mais que dia é o meu aniversário, de não conseguir dar chances a quem pede chances. Incompreensão de mim mesma, vontade de me beliscar por me sentir inferior quando eu deveria me sentir confiante e de me sentir prepotente quando eu deveria ser simpática. Incompreensão de achar que todo esse lance de relacionamento e romantismos seja tão complexo e mirabolante e ver tanta gente fazendo soar (e acontecer) de forma tão simples&#8230; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=kPu200ogx40]"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://contosdem.wordpress.com/2009/01/02/o-que-eu-tambem-nao-entendo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/kPu200ogx40/2.jpg" alt="" /></a></span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">O que desejo em 2009 é que, como dizem o Chico e a Gal nessa coisa linda que é samba do grande amor, a gente não mude de calçada quando apareça uma flor e nem dê risada do grande amor.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdem.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdem.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdem.wordpress.com&blog=5926039&post=49&subd=contosdem&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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